Governo Yeda

Um governo sem projeto, sem presente e sem futuro

 

A derrota histórica que o governo Yeda Crusius (PSDB) sofreu, nesta quarta-feira, na Assembléia Legislativa, é a derrota de um governo sem projeto para o Estado do Rio Grande do Sul. E é a segunda grande derrota em menos de um ano. A primeira aconteceu em dezembro de 2006, mesmo antes da governadora assumir, quando outra proposta de aumento de impostos foi derrotada. Proposta que a então candidata Yeda Crusius criticou inúmeras vezes durante a campanha eleitoral. Para além das derrotas na Assembléia o que está sendo derrotado é um modo de governar, é uma agenda que já foi derrotada pelo Rio Grande. Uma agenda que sucateia o Estado, que paralisa os serviços públicos, penaliza quem mais precisa do Estado e hipoteca o futuro do povo gaúcho.

 

A situação é muito grave. Estamos diante de um governo pífio, derrotado duas vezes em menos de um ano, sem unidade política, sem capacidade de gestão,com um secretariado paralisado e envolvido no maior caso de corrupção da história do RS. Um governo que acaba de perder, por determinação da Justiça Federal, o direito de fazer licenciamentos ambientais por desrespeitar a legislação nesta área. Esse processo de decomposição do Estado anda de mãos dadas com a paralisia de serviços públicos essenciais à população e o ataque a direitos fundamentais: crianças sem transporte escolar, enturmação, falta de medicamentos essenciais, policiais obrigados a fazer greve por falta de condições de trabalho. Esse é o balanço do “novo jeito de governar”, antes de completar um ano no Piratini.

 

Esse governo tem ainda três anos pela frente. Ao final do primeiro ano, é como se já tivesse acabado e virado um governicho. Após prometer um “novo jeito de governar” e reeditar uma agenda fracassada, só tem oferecido à sociedade gaúcha uma retórica fiscalista inconseqüente, desprezando a vida das pessoas e interditando uma possibilidade de futuro para nosso povo. Precisamos evitar que essa postura fundamentalista aprofunde o desmantelamento do Estado, partindo para a privatização de empresas públicas como a Corsan, o que restou da CEEE e a Procergs e a terceirização das fundações estatais em Oscips. Além disso, há uma exigência social crescente para que a próxima agenda da Assembléia Legislativa seja a instalação de uma CPI para investigar as denúncias de fraudes no Detran que podem ter custado R$ 40 milhões aos cofres públicos.

 

A luta contra a liquidação do patrimônio público será uma tarefa central nos próximos três anos. Derrotado e sem projeto, o “novo jeito de governar” pode conduzir o Estado ao suicídio, aniquilando o presente e o futuro do Rio Grande.

                           

 

Por Miguel Rossetto – Ex-vice-governador e ex-Ministro do Desenvolvimento Agrário 

 

 

Sobre Glauber Gularte Lima

Vereador, professor, candidato a prefeito do município de Santana do Livramento / RS / Brasil.
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