Amigos de Bush

Coletânea amigos de Bush – I

Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud – Rei da Arábia Saudita

 

 

Quando as torres gêmeas sofreram o ataque terrorista em 2001, Bush anunciou para o mundo inteiro que a ação criminosa havia sido efetivada em território estadunidense porque eles eram “o farol da liberdade e da democracia mundial”.

Talvez em poucos momentos da história da humanidade as palavras tenham sido usadas para expressar exatamente o seu contrário. Quando Bush fala em liberdade, ele refere-se tão somente à liberdade que se auto atribuem exclusivamente de saquear o mundo, seja por vias políticas legais ou por manu militari. Quanto à democracia, bem, o rol de íntimas relações de amizade que eles mantêm com algumas das figuras mais assassinas e sanguinárias do mapa político mundial fala por si próprio.

O que é vergonhoso é a parcialidade servil das agências noticiosas que fazem a cobertura internacional, reproduzindo a linguagem sórdida do império. Para esse modelo de democracia e liberdade, Chávez, o único presidente submetido a um plebiscito revogatório de seu mandato, reeleito democraticamente presidente da Venezuela, é um ditador. Fidel Castro, que consegue em manifestações populares de Cuba, como o 1º  de Maio, com a livre cobertura de toda a imprensa internacional, reunir mais de um milhão de cubanos em praça pública para apoiar o regime, é um ditador.

Mas os aliados do império, como o atual mandatário do Paquistão, General Pervez Musharraf, que assumiu através de um golpe militar, fechou o Congresso e a Corte de Justiça, não são ditadores. Assim como não eram nos anos 90 figuras como Fujimori, que fechou o Congresso do Peru com o beneplácito dos donos do mundo.

Asim como também não é ditador o senhor da foto acima, Abdallah bin Abdul, rei da Arábia Saudita, uma das monarquias mais sanguinárias do Oriente Médio, e aliada de primeira hora da família Bush, com quem mantém vultosos negócios no ramo petrolífero. Alías, após o fechamento do país logo do ataque terrorista, a única família autorizada a deixar os EUA, foi a do principal suspeito: os Bin Laden. Que estranho, não?

 País líder na exportação mundial de petróleo, a Arábia Saudita mantém a maioria da população em uma condição social imcompatível com os bilhões de dólares da venda do ouro negro. Bem diferente da condição da corte de parasitas que integram a monarquia saudita, que estudam nas melhores universidades dos EUA e países europeus. 

Parente de Bin Laden, com quem compartilha o sobrenome, o rei Abdallah dirige a nação com mão de ferro, oprimindo em nome da religião a todo o povo saudita. Recentemente, o professor Mohammad al-Harbia, foi condenado a 40 meses de prisão e a 750 chicotadas em público por ter discutido a Bíblia e ter passado uma imagem positiva do judaísmo a seus alunos.

Esses são os democráticos aliados de Bush, que veio ao mundo com a missão divina de conduzir a humanidade pelos caminhos da liberdade e da democracia. Não seria o momento de perguntarmos qual é mesmo o conceito de democracia a que estamos nos referindo? Ou, de outra forma, o que entendemos por ditadura?

Ou, talvez, deixar-lhes algumas indagações menos filosóficas, como esta que Fidel Castro lhes fez: “Em vez de nos agredirem, como nos agridem, por que é que não fazem simplesmente uma pergunta: como é possível que Cuba, em trinta anos, tenha feito o que a América Latina não fez em 200 anos?”  

 

 

Sobre Glauber Gularte Lima

Vereador, professor, candidato a prefeito do município de Santana do Livramento / RS / Brasil.
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