Produção nos assentamentos da reforma agrária

 

Os assentamentos produzem alguma coisa, afinal?

 

O pensamento conservador local, especialmente através de seus porta-vozes midiáticos, incutiu na cabeça do povo um senso comum: os assentamentos não produzem nada. Repetiram e seguem repetindo essa mentira dia após dia, para que se consolide como verdade definitiva.

 

Apenas para ilustrar o alcance dessa maldade, vou contar uma pequena história. Certa vez, dando aula para uma turma do 3º ano do ensino médio, onde um dos conteúdos curriculares é a questão agrária, comecei a abordar o tema. Logo de início, meus alunos, todos da classe trabalhadora, desceram o sarrafo nos colonos, adjetivando-os principalmente de vagabundos. Fiquei estarrecido, e lasquei a seguinte pergunta: Quantos aqui já foram em algum assentamento em Livramento?  Para minha surpresa, um único aluno levantou a mão.

 

Isso é a expressão mais cristalina do que na filosofia chama-se de senso comum: as pessoas reproduzem opiniões sobre temas e realidades que desconhecem. Mascarada por detrás de supostas verdades incontestáveis encontra-se uma rede de produtores de ideologias conservadoras e preconceituosas. Essa gente consegue defender o atraso e ornamentá-lo com cores de progresso.

 

Pois bem, senso comum à parte, a verdade é que, no aspecto produtivo, o único setor que na última década dinamizou a economia santanense foi o leiteiro, que tem nos assentamentos o maior volume de produção. Para termos uma idéia do que estamos falando, Livramento passou de 50 mil litros/mês, há doze anos atrás, para a produção atual de 1 milhão de litros mês! Apenas a Cooperforte – cooperativa ligada aos assentamentos – está recolhendo 600 mil litros/mês.

             

Os réus foram condenados sem provas. Ou, dizendo de outra forma, a verdade foi assassinada para que a mentira triunfasse.

 

Como é triste ver nosso povo subjugado pelo pensamento de uma elite retrógrada, incapaz de sinalizar um único caminho sequer que possa ser chamado de futuro. Os responsáveis pela crise conseguem atribuí-la aos que lentamente dão a sua humilde contribuição para superá-la. Mas não esmoreçamos. Primeiro terão que nos aniquilar, para depois declarar o triunfo definitivo da mentira e do atraso.

 

Viva a luta da classe trabalhadora!

 

Sobre Glauber Gularte Lima

Vereador, professor, candidato a prefeito do município de Santana do Livramento / RS / Brasil.
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Uma resposta para Produção nos assentamentos da reforma agrária

  1. maria disse:

    eu acho muito triste tudo isto pois e verdade nao sabem do que falam ,so sabem julgar essas pessoas mas nao sabem que levantam cedo para cuidar de suas plantaçoes ,seus animais .vivem do que produzeme nao sao um bando de vagabundos nao como a maioria pensa e gente que esta tentando mudar o brasil ,pois ja olhastes para para estes grandes proprietarios que seus campos nao produzem nada esta e ninguem diz nada pois sao grandes fazendeiros ,e muitos grilheiros de terras .mas e assim mesmo .

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